Mostrar mensagens com a etiqueta da partilha (não) virtual. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta da partilha (não) virtual. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, outubro 20, 2008

"ad astra"







assim me chamas de minha concha...









assim me trazes às palavras,
com este presente de tanto
nas asas do sentir,

em que


"se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à web.

quem recebe o “prémio dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:


1. - exibir a distinta imagem;

2. - linkar o blog pelo qual recebeu o prémio;

3. - escolher quinze outros blogs a que entregar o prémio dardos. "





pelo tanto de sentir que me sempre trazem,

o meu obrigada a:


- 8ª edição

- a clareira

- a menina dos olhos de água

- casa de maio

- digit@l pixel

- linha de cabotagem

- lupanar do pensamento

- o farol no vento do norte

- olhares em tons de maresia

- ortografia do olhar

- pequenos nadas

- passages

- stella nijinsky

- tufa tau

- vida de vidro







porque muito
e dentro
há tanto
de tempo.





...









quarta-feira, maio 21, 2008

nos três anos destes marulhos...




um só humilde obrigada a todos vocês
que me lêem,
me partilham o viver.


convosco,
sigo a crescer.


em vossas palavras,
o cheiro a maresia
do sentir.


..



do ser.

















obrigada.


(for) so much more than you'd imagine...














(e a todos de quem não tenho imagens, e todos os outros que me lêem, me sentem, me guardam em si, em força e silêncio. @-,-'-)

segunda-feira, maio 19, 2008

(d)escrita(,) despida
















(leaving the storm behind, haleh bryan)






em blog de gente (des)conhecida que (me) escreve e emociona o viver,
"comento" em continuar de sentir,
como se minhas também as palavras suas.

que leio devagar,
cada palavra calcando,
marejando de olhar e saudade,
toda a memória vivida
- esse imenso não-futuro que me algema à verdade.




..



"comento".
como se personagem de seu sentir, também, eu.
tão e só.
nada mais.
nada de mim.





























(mistakes, haleh bryan)









.....








mas as palavras que desenho escrevem quem sou
com a azul precisão de quem marulha um choro.


sem minha própria intenção.


eu que seguro ainda
- sem qualquer um enrolar de regresso -
meu novelo de pontas tantas de sentir.






em nenhuma delas o inventar a côr
no bordar de um berço de paz.

em nenhum momento
o sonho ou desejo
de chorar um caminho,
remar sobre a dor,
voltar atrás.




..






e ainda assim

as palavras,


vestígio(s) de enlace de pele:


















é onde que mergulho de novo
fundo
nos teus olhos?
























parece que me afogo...













































(after never, haleh bryan)


segunda-feira, fevereiro 18, 2008

touched

.
adj.
emotionally affected; moved.

.






































" que tipo de diário gostaria que o meu fosse?....
algo pouco formal, e ao mesmo tempo não desmazelado.
tão elástico que abranja qualquer coisa - sólida, ligeira ou bonita - que me venha ao pensar.
gostaria de o assemelhar a uma grande secretária velha, ou a uma mala espaçosa, para a qual se atira todo o tipo de coisas sem olhar.
gostaria de a ele voltar, após um ou dois anos, e descobrir que a colecção - como acontece misteriosamente com estes depósitos - se refinou e a si mesma organizou num molde,
transparente o suficiente para reflectir a luz da nossa vida,
mas ao mesmo tempo uma amálgama estável e tranquila
"


(virginia woolf, a writer's diary)












...









" sabe aquele blog do tipo que, apesar da sua vida corrida, com milhões de relatórios pra entregar, clientes pra recepcionar, patrão te enchendo o saco, você não pode deixar de dar uma olhadinha para conferir as novidades? aquele blog que você lê todo santo dia, mesmo que não haja novidades? aquele tipo que, no trabalho, ou numa caminhada, ou num churrasco entre amigos, você não vê a hora de acessar a internet pra dar uma olhadinha? enfim... pra atalhar... aquele blog que não te sai da cabeça???
presenteie, então, o autor desse blog com esse selo...
"































...












"este diário é o meu cachimbo de erva, haxixe e ópio.
é a minha droga e o meu vício."


(anaïs nin)

































...








obrigada
a quem
generosamente
comigo (o) vive.













obrigada






a ti








pela bondade,










a presença,










a partilha.

































(sky and water, m. c. escher)









...








quarta-feira, novembro 28, 2007

transparência (en)cantada












abri sua janela desenhada:


em cada cortina um marulho

em cada imagem
minha vida apalavrada




olhei-me de fora,


vi-o ver-me dentro


e pensei







é como que me sabe em côr d'alma

quem me não sabe de cor em verdade?




..






























(ruela,
marulhos)














....


























(porque não sei,
não sei mesmo
as palavras para.




















....























obrigada.)

terça-feira, outubro 30, 2007

esperança (d)e vida










anoitece.











....












é cedo

e anoitece.








....



























(brian wiles, dawn)









há vozes que me chamam e falam mais que a minha língua...



vêm de todos os lados
e são como vidas que me trazem a vida,
me lembram a doçura da humanidade fugaz,
me fazem acreditar que é sempre possível ser-se melhor...



(assim sorrimos de tudo
frente a um arco-íris chovido que invade a cidade cinzenta,
uma lua cheia que respira todo um campo de folhas sonhadas, caídas em côr,
um sol que nu e vermelho mergulha em água e sal de mar...

assim nós.
como quem olha a vida nos olhos e vê para além dela.

..

para além do que.)




aceitar quem dói,
aceitar a ausência,
aceitar escolhas e escolher
escolher
sorrir sobre tudo.

..

sobretudo sorrir.



ser verdadeira ao olhar que procura, deixar que entre nos olhos, por pouco que seja,
que entre, se sente à beira, como se.
deixar-se invadir pelas palavras que tocam,
levam o pensar sem que se pense,
fazem voar de intimidade a desconhecida distância.
hesitar, ainda, na entrega da verdade,
em verdade,
a entrega antes da paz, dentro,
porque não-paz esta serenidade que o não é,
porque não-completa, inteira,
ainda...
mas deixar,
deixar que os olhos.
beber das palavras, saborear-lhes o toque,
em segredo.
deixar que confortem
e possam ser
a vida
que se faz.



acordar a cada dia e sorrir,
sorrir só,
sorrir com,
em alegria de vida.

pela vida.

na vida.





e assim
ser
cada segundo.















...













isto
assim,
neste preto e branco de côr,
vejo eu,
faço por,
quando olho em frente.

comigo,
em mim,
na travessia do presente.

com tudo o que (não) ficou para trás.

..


ainda se sente.










...





assim eu,
no mundo,
em sal de saudade,
vida e verdade.


assim eu,
em mim,
em teimoso renascer
- como quem refaz e relembra
a cada noite
o amanhecer.

































































(imagem de bogdan zwir)





























" os desejos mais puros e ardentes do coração
são sempre realizados. "


(mohandas k. ghandi, in
"a minha vida e as minhas experiências com a verdade")

sábado, outubro 06, 2007

ondas (d)e marulhos na escrita de mim









tenho um caderno, ainda, hei-de ter sempre, onde escrevo quando me inundam tanto os sentires que não posso segurá-los dentro,
e assim os (re)vivo na escrita, como quem liberta fantasmas, sacode a dor dos ombros, recebe em si mesma sons e silêncios de vida.



às vezes sem caderno ou papel,
sem caneta ou,
noto um escrever constante.
- escreve-se sempre
dentro de mim.


..


são muitas as noites, às vezes tardes, em que me sento a esta mesa,
puxada pelas palavras desse caderno ou por outros

mesmos
sentires ainda não escritos
e aqui deposito o que me vai dentro,
às vezes de forma tão violenta que me sangram quase os dedos,
outras tão de mansinho que podia chorar.
como se,
como num,
como no
nu
caderno.


escrevo neste espaço como quem se senta em frente ao mar e lhe oferece o sentir,
lhe dá o choro a ouvir,
se ri,
sorri,
a medo,
de vida
com ele.


leio as ondas que me chegam à praia como quem colhe conchas,
uma a uma,
devagar,
lágrimas como_vidas no rosto e nas mãos,
abismada pelas tantas cores em que lhe adivinham e reforçam vontades,
suspiram dizeres escondidos,
relembram segredos de vida.


.




por isso te agradeço,
a ti,
por tudo o que disseste e me fizeste sentir.


e por isto...







“é um prémio especial para mulheres que, na sua escrita, mostram uma preocupação pelo mundo à sua volta e ainda conseguem dar um pouco de si e dos seus sentimentos e com isso tornar mais leve a vida dos outros.
este prémio foi feito para mulheres, mães e profissionais que espalham a palavra de uma forma emotiva e cativante.
que nos falam da guerra mas também do amor”.




porque escrever é só o que mais dentro sou,
muito mais
às
tantas
vezes
do que o que falo,
digo,
mostro
- e está em ti a leveza das palavras que lês.

por me mostrares, também tu, a partilha,
essa benção que descubro dentro
e me faz descobrir tudo o que.





me descobre, segura.




...




a todos vocês
que aqui vêm,
me tornam leve,
e a mim mesma devolvem em ondas de palavras,
quando o escuro e a dor lutam por roubar-me à escrita,
o meu
tanto
obrigada.

domingo, setembro 23, 2007

Life And Memories Inflicting Affection





















minha querida irmã de amor e dor,


sim, tens razão:
eu sabia.
ou talvez esperasse saber, tivesse a esperança de.
e secretamente o sentisse, já.
em ti.
como tu em mim,
logo,
desde a primeira palavra de imagem.


também eu amei inteira
e toda me dei,
em tudo,
e tanto mais do que pensei e quis ser capaz.
também eu amei com o futuro e o passado presentes em mim,
amei de olhos abertos,
até mos cegar quem mos roubou
ao deixar de olhar-me.


por isso,
sim,
os nossos amores foram,
são ainda,
por mais que,
iguais de vida,
personagens,
desilusão.
tão iguais....


igual agora este vazio de vivermos perdidas em nós,
quebradas e gastas pelo ardor do sal,
neste labirinto de pele e saudade
onde já não sabemos sentir o caminho de volta ao que somos,
fomos quando,
antes de.
- é como que se vive feliz sem essa vida inteiramente repartida,
amada em sangue, água e entrega?....


e este saber que não há nada que possamos fazer para trazê-la de volta.
e o não-saber já se, anyway...


e não haver nada que cale ou alivie a crueldade de terem violado os sítios do nosso amor - como foi que puderam, esses locais de tudo que acreditámos serem nossos, para sempre, mesmo se, mesmo agora?... -, onde nos entregámos e fomos tanto mais do que simples mortais, nós, vivas de amor e futuro.
nada que pare a faca de mágoa de os vermos constantemente aprisionados em imagens de outras mãos, outro alívio, em força e sentires que não nascem já das memórias do nosso amor,
que é destronado sem mais nada,
sem que se pare um pouco sequer,
um momento só de respeito à lembrança do que ali vivemos e entregámos,
como se nada,
ninguém mais no mundo senão nós.







...













mas um dia
- eu to prometo para além destas lágrimas que me choram as veias do corpo por si mesmo abandonado -
será também nossa a paz maior
de viver sem o seu amor.
para sempre.
como quem, agora, sem nós.



prometo.

por mais dor
o negro das azeitonas
e o vermelho das papoilas
que aos pares.

eu to prometo.
nos.


until then,

my friend of hidden face and feelings,

let us breathe.











( " help, i have done it again
i have been here many times before
hurt myself again today
and the worst part is there's no-one else to blame

be my friend
hold me, wrap me up
unfold me
i am small
and needy
warm me up
and breathe me

ouch, i have lost myself again
lost myself and i am nowhere else to be found,
yeah, i think that i might break
lost myself again and i feel unsafe

be my friend
hold me, wrap me up
unfold me
i am small
and needy
warm me up
and breathe me

be my friend
hold me, wrap me up
unfold me
i am small
and needy
warm me up
and breathe me " )






















(imagem: danae, de gustav klimt)

quarta-feira, julho 18, 2007

a vocês que me vê(e)m escutar marulhos

“ comovermo-nos é estarmos cheios de nós. ”

(vergílio ferreira)



..





aos que sei
e aos que não,
aos que em silêncio
e aos que em palavras,
obrigada.

por me encherem de mim.

convosco dentro.

como que um consolo
de força
e paz.
























...




mesmo.



















(imagem: asleep, de diong)

segunda-feira, maio 21, 2007

moi-même

no 2º aniversário
destes
marulhos
aletrados,
uso as palavras de então,
como que um
obrigada
a ela,
uma partilha
com todos
os que.

porque este é
para mim
um meme*
que tento
tento muito

lembrar

sentir

saber

todos os dias.



" O Sonho


Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo Sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

- Partimos. Somos. Vamos. "




























...




obrigada a todos os que visitam esta praia
e nela
generosamente
desenham
ondas de palavras.

uma semana
cheia de sonhos
para todos.

mais que isso
que todos os dias
vos sorriam
na coragem
para sonhar.

por mais que doa
impotente e cansada
a realidade delirante.

por mais que sangre
gota a gota
uma
essa
desilusão constante.

por maior o abandono
frio em vida,
arrepiante.

...


pelo sonho iremos
vamos
sempre.


























(meme: Um *meme é um "gen ou gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma. Simplificando: é um comentário, uma frase, uma ideia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo "memes" foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo "genes".)

(poema de sebastião da gama.
imagens: rosa meditativa, de salvador dali e la grand famille, de rené magritte.)

sábado, maio 05, 2007

marulhos partilhados

isto dos blogs tem que se lhe diga...

comecei este blog
sem razão
única
ou definida.
aos poucos
sem que por isso desse
tornou-se como que um diário.
desses de confidência,
onde escrevo o que sinto
o que acho saber
o que quero lembrar.

porque os tempos mudaram
e mudei também eu
- eu que agora
acho
tão bonito
tão humano
(e saudável...)
a partilha de nós -
esse diário partilha-se.
parte dele.
parte de mim.
partilhada.

















...

por isso tanto me tocou
comoveu
enterneceu
que
ela
me tivesse escolhido como
um
dos blogs
que a faz pensar.
porque o dela
o faz
a mim.
como me faz sentir.
viver
em poesia
a vida.

como sinal de gratidão
- porque nada mais sei -
o logotipo
aqui ao lado
a lembrar-me
sempre
a bondade das suas ondas
quando escuta marulhos.
quando se senta na praia
e os fica a ouvir.
a lembrar-me
sempre
esse seu espaço,
onde deixa
faz
voar
quem por lá passe.


....

era suposto eu escolher
cinco blogs
que mo façam a mim.......

não consigo.

são demasiados.
há demasiadas asas
demasiados céus
por essa internet fora.

mas porque não quero "guardar" este "prémio" para mim,
nomeio
sim
um blog.

sem esse blog
este não existiria.

nesse blog
com esse blog
pensa-se.
sente-se.
aprende-se.
vive-se.

nesse blog
uma rapariga
que foi mãe
e não deixou
por isso
de ser ela.

uma mãe que ama
mas não cega.
que abraça
mas liberta.

uma mulher que duvida
mas persiste.

uma menina que cresceu
mas sonha
sorri
criança.

www.aervilha.blogspot.com

this one's for you:




(imagem: natura, de ana nicolau)