terça-feira, agosto 21, 2007

sonho aberto




o dia nasceu.


saio de casa vestida com minha roupa de sono,
vermelha e azul,
e mergulho no verde à minha frente.
apanho gotas de chuva como se fossem fadas
e faço um colar de sentir que as asas levarão a quem.


sou leve
em luz.


sou o universo
e o universo é-me,
vivo como o vento,
cada dia,
cada segundo,
em riso soprado de amor.


renasço.
a bondade molda-me os gestos,
a liberdade pinta-me a vida.


sou feliz.
e cada ser me canta ao ouvido
a côr deste mundo de tudo.






...
















quando acordar, estarei sob raízes em flor,
em sorriso de vôo e certeza.




















..












e a dor não será mais verdadeira
que a paz de saber-me eu.



























(não percam, se puderem não percam, o labirinto do fauno, de que já vos falei, hoje, às 14h, 16h30, 19h, 21h30, no cinema nimas, em lisboa.)

















(imagem: turning point, de brian wiles)

11 comentários:

Anónimo disse...

tivessemos tantas de nós
a tua força de renascer
rebrilhar
acordar para outro passo

abraçar vida,
voar!

q*p

Sandrinha disse...

Estou feliz contigo!

Atlantys disse...

Defintiivamente fico por este lado, visualmente é muito mais fácil de ler ;-)

Cadinho RoCo disse...

Leio ouço vontade enorme de declamar cada um desses versos. Olho toco respiro o despertar em sonho aberto aos meus sentidos já partidos de mim. Estou entranhado por poema a arrebatar-me em cores verdes azuis vermelhas.
Cadinho RoCo

little_blue_sheep disse...

:)

melena disse...

...

Isabel disse...

É
É
É
Sejas quem fores sabes que o mais importante é SER

A dor doi apenas

SER traz a paz que acalma a dor
qualquer dor...
todas as dores
até as que parecem não acalmar nunca

SER o importante é SER

Obrigada pelo momento...

Isabel

lamia disse...

A paz no ser-se. O estar-se bem por dentro, consigo. O ter a força de levantar o queixo e olhar em frente, abrindo além todo um mundo novo de infinitas possibilidades. A elevação sublime.

~pi disse...

que bela essa consciência do

infinito amor,

ou, do infinitamente (se) amar...

delusions disse...

Parece um voo de fada...

Bjinho*

un dress disse...

ai que dilatado amar! :)




a preservar....

!!PRA SEMPRE!!



beijO