segunda-feira, maio 12, 2008

(in (between) life and dreams)








" so runs my dream, but what am i?

an infant crying in the night

an infant crying for the light

and with no language but a cry. "



(do poema "in memoriam a.h.h.", de alfred lord tennyson)






































...








guardo preso
engasgado
em luto de lembrança

o peso timbrado da vida doente
- essa toda irrealidade
de teus momentos finais
































...









assombra-me a saudade.











sufoca-me

o nunca mais.





















(imagem primeira: youth mourning, george clausen
imagem última:death in the the sickroom, edvard munch)


23 comentários:

Sandrinha disse...

O nunca mais...
é muito dificil.

mas a dor fica mais leve, o tempo ajuda.

@-,--

Atlantys disse...

Felizmente raramente senti essa dor...
Um abraço grande, apertadooooooo
=)***

DoCeu disse...

Beijo gande
Tzinha

Ad astra disse...

não há nunca mais enquanto persistem as lembranças...as memórias dentro do coração


um terno beijo

e vai la buscar um miminho

Ana R disse...

Un poema que duele.Muchas gracias por tu visita.

Abrazos

Anónimo disse...

obg por mais este Eduard Munch

xxxxx

M_d_O_M

Mar Arável disse...

Pelo sonho é que vamos

rjl disse...

...deixo-te o meu beijo...
*

~pi disse...

reconheço o nunca mais.

e abraÇo te em

pro fundo

re conhecimento ~

rosasiventos disse...

smoke is nice



smoke gets out [off] your eyes

um Ar de disse...

Não estás sozinha...
Não estás!


[Beijo amigo]

Graça Pires disse...

"Assombra-me a saudade"
"agora tenho saudade do tempo em que as não tinha", cantávamos em canção de roda, no meu tempo, claro.
Um beijo.

un dress disse...

TUDO me é sombra:


tudo sol nada esta tarde







beijO

hfm disse...

Que belo post!

Maria Laura disse...

Garanto-te que entendo este post. Belíssimo, aliás. O nunca mais é uma sensação de orfandade. Podemos ser orfãos de muitos sentimentos.

Dalaila disse...

e corta arespiração e sombreia-nos, mas a vontade do voltar aumenta-nos e estamos sempre cá

Carla disse...

saudade
...dói
bom fim de semana
beijos

bettips disse...

E no entanto, és um hino à vida, o que alguém gostaria que fosses!
Vi os teus pequenos filmes pela primeira vez e digo-te que "a saudade" é mesmo assim, do que se não tem ou perde ou passa ou arde ou fenece...
(Em Londres há muitos anos, sonhava com o mar... aquela luz.
Aqui, tantas e tantas vezes ando nos sonhos por ruas que invento aí.)
Agarra, e deixa-te agarrar, pelos que ainda estão e te gostam.
E vive o melhor, o maior, o mais intenso do que tens agora ...tempo não se repete nem nunca poderás virar a ampulheta.
Bjs

um Ar de disse...

Hoje, lembrei-me de ti...

Porque me lembrei do café com leite, na cama, ao acordar, que o meu pai fazia questão de nos levar, aos dois beliches: primeiro as meninas... depois os rapazes...
Primeiro eu, que sou a mais velha!

Depois, lembrei-me de outras coisas boas e mais longíncuas...
Dos passeios sozinhos, em Abrantes, de fazer o Totobola e contar histórias, em pé, em cima da mesa do único café, para mostrar as proezas da filha precoce que aprendeu a falar cedo demais!...

- É a filha do senhor professor - diziam as vozes masculinas, muito admiradas, há mais de 40 e poucos anos...

[Ainda devem lembrar-se de nós :)]

Durante as missas de domingo, passava o tempo a correr para ele, em pé, cá atrás, à espera de um pretexto para sair...
E lá saíamos, em pequenos intervalos, tão importantes, para os dois.

Não me lembrei da doença e dos fins de tarde nas consultas.
Não me lembrei.

Mas lembro-me dele todos os dias, naquele seu jeito, tão "low profile", tão diferente de mim, tão tolerante e apreciador dessa diferença, silenciosamente.

E faz-me falta chegar a casa da minha mãe e não o encontrar no sítio do costume...
E esperar vê-lo, no cimo da rua, a passear com o cão e a acenar, devagar... sempre devagar...

Sim. Faz-me falta.
Nunca mais me soube bem o café com leite, de manhã.

[Beijo de lembrei-me de ti...]

curse of millhaven disse...

ufff...o peso da saudade deve ser dos fardos mais difíceis de carregar.



força amiga, vais no caminho certo. coragem.


um grd beijinho.

K disse...

Tanta a saudade que arrastamos do que nunca foi...como é bom o peso que nós torna mais leves...

delusions disse...

... é pelo amor que ficamos... mesmo quando é nunca mais... foi nosso e isso pode ruir todo o mundo que, no fim, estará, dentro de ti...



bjs*
SOfia

Post-It disse...

Sem consolo, a saudade...