sexta-feira, agosto 25, 2006
quinta-feira, agosto 24, 2006
terça-feira, agosto 22, 2006
limbo - II
esta noite
as quatro crianças
abrem os olhos
no escuro
e dão-se as mãos
confusas
de dúvida
e esperança.
segunda-feira, agosto 21, 2006
lorca.

(dois dias depois dos
70 anos
do lamentável
inaceitável
e imperdoável.
que ainda dói.)
" Túmulo de Lorca
Em ti choramos os outros mortos todos
Os que foram fuzilados em vigílias sem data
Os que se perdem sem nome na sombra das cadeias
Tão ignorados que nem sequer podemos
Perguntar por eles imaginar seu rosto
Choramos sem consolação aqueles que sucumbem
Entre os cornos da raiva sob o peso da força
Não podemos aceitar. O teu sangue não seca
Não repousamos em paz na tua morte
A hora da tua morte continua próxima e veemente
E a terra onde abriram a tua sepultura
É semelhante à ferida que não fecha
O teu sangue não encontrou nem foz nem saída
De Norte a Sul de Leste a Oeste
Estamos vivendo afogados no teu sangue
A lisa cal de cada muro branco
Escreve que tu foste assassinado
Não podemos aceitar. O processo não cessa
Pois nem tu foste poupado à patada da besta
A noite não pode beber nossa tristeza
E por mais que te escondam não ficas sepultado "
(sophia)
domingo, agosto 20, 2006
sexta-feira, agosto 18, 2006
quinta-feira, agosto 17, 2006
quarta-feira, agosto 16, 2006
ELis reginA
ao meu ouvido.
a lembrar-me.
lembro-vos
também:
" Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me dio dos luceros que, cuando los abro,
perfecto distingo lo negro del blanco,
y en el alto cielo su fondo estrellado
y en las multitudes el hombre que yo amo.
Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado el oído que, en todo su ancho,
graba noche y día grillos y canarios;
martillos, turbinas, ladridos, chubascos,
y la voz tan tierna de mi bien amado.
Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado el sonido y el abecedario,
con él las palabras que pienso y declaro:
madre, amigo, hermano, y luz alumbrando
la ruta del alma del que estoy amando.
Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado la marcha de mis pies cansados;
con ellos anduve ciudades y charcos,
playas y desiertos, montañas y llanos,
y la casa tuya, tu calle y tu patio.
Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me dio el corazón que agita su marco
cuando miro el fruto del cerebro humano;
cuando miro el bueno tan lejos del malo,
cuando miro el fondo de tus ojos claros.
Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto.
Así yo distingo dicha de quebranto,
los dos materiales que forman mi canto,
y el canto de ustedes que es el mismo canto
y el canto de todos, que es mi propio canto. "
(violeta parra)
...
..
e sei-me
eu.
terça-feira, agosto 15, 2006
carta a uma cidade.

minha querida londres,
escrevo-te
chegada de viagem
duma terra
onde
o sol brilha
dentro
e o mar
se abraça.
vim dizer-te que acho que
afinal
até tive saudades tuas.
mais do que pensei.
ou me aconchegas
mais do que sei.
sinto-me numa outra casa
quase que por ti recebida
quando revisito
quem és.






quando cumprimento
tantas outras visões
que me enchem
também
de mim.
.
e quero pedir-te desculpa.
porque enquanto estive fora te pensei só como uma cidade fria e feia.
não a cidade desses
teus
encantos.
não a cidade onde encontro a minha terra
nas lojas...
nos restaurantes...
e ouço falar a minha língua
(com e sem sotaque “sexy”...)
um pouco em tanto lado.
não a cidade
em que há tantos espaços verdes
e tão grandes
que nos esquecemos
mesmo


de onde estamos.
não a cidade
de mil nacionalidades
livres
e juntas.
e quero dizer-te que me lembrei
lembrei
por que cá estou.
e que
mesmo
com e sem
perigos
sustos
ameaças de desumanidade
a que respondes
como sabes
e podes
eu sei
sei
que não chegou
ainda
a hora de te deixar.
segunda-feira, agosto 14, 2006
na minha terra...
" Eu nao tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tao vazios,
Nem o labio amargo. "
(cecilia meireles)
quarta-feira, agosto 09, 2006
sábado, agosto 05, 2006
terça-feira, julho 25, 2006
domingo, julho 23, 2006
para ouvir, e ler, MESMO alto.
" Slip inside the eye of your mind
Don't you know you might find
A better place to play
You said that you'd never been
But all the things that you've seen
Will slowly fade away
So I start a revolution from my bed
Cos you said the brains I had went to my head
Step outside the summertime's in bloom
Stand up beside the fireplace
Take that look from off your face
You ain't ever gonna burn my heart out
And so Sally can wait,
she knows it's too late as we're walking on by
Her soul slides away,
but don't look back in anger
I heard you say
Take me to the place where you go
Where nobody knows
if it's night or day
Please don't put your life in the hands
Of a Rock 'n Roll band
Who'll throw it all away
Gonna start the revolution from my bed
'Cos you said the brains I had went to my head
Step outside cos summertime's in bloom
Stand up beside the fireplace
Take that look from off your face
Cos you ain't ever gonna burn my heart out
And So Sally can wait,
she knows it's too late as she's walking on by.
My soul slides away, but don't look back in anger
I heard you say
So Sally can wait,
she knows it's too late as we're walking on by
Her soul slides away, but don't look back in anger
I heard you say
And So Sally can wait,
she knows it's too late and she's walking on by
My soul slides away,
but don't look back in anger,
don't look back in anger
I heard you say
At least not today "
...
hoje não.
segunda-feira, julho 17, 2006
sábado, julho 15, 2006
lembranças vivas da vida.

" Um amigo é uma pedra. Parede. Que serve para segurar. Tecto. Que serve para atirar. Chão. Que serve para brincar. Um amigo é uma pedra grande que empurramos e não se mexe. Nunca muda de natureza. Nunca muda de lugar. Nunca se vai embora. Fogueira. Um amigo é uma pedra quente que pomos no coração. A arder.
Um amigo é um doido que nos acalma, um doente que não queremos curar. É um partilhador de mentiras, um fazedor de planos, um contador de segredos. É um prato que se parte sem ser preciso pagar.
Não há cara mais bonita e mais precisa do que aquela que se conhece. Não há uma palavra parecida com o nome dele. Não há um momento do mundo em que não apeteça vê-lo. Nem que seja só para vê-lo. Não há uma multidão suficientemente grande para escondê-lo. Nem desconhecidos, nem surpresas, nem sonhos.
Um amigo é uma paciência, uma indiferença ao que temos de pior. É uma tolerância absurda, que sabe bem receber. É uma falha total de juízo. Um amigo é quem está sempre do nosso lado, sobretudo quando não temos razão, que é quando mais precisamos. Um amigo é um incondicional, um irreflectido, um intransigente.
Um amigo é um eu em melhor.
Um amigo é um eu em infinito. "
(miguel esteves cardoso)
aos que são
estão
não vão
...
obrigada.
por mim.
quinta-feira, julho 13, 2006
encontro.
"Mar
Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.
E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras. "
(sophia de mello breyner andresen)
hoje
regresso
finalmente
a mim.
quarta-feira, julho 12, 2006
domingo, julho 09, 2006
a vida viva, um ano depois.

não percebi que podia ter sido eu, assim, sem aviso nem nada, quando, dentro do metro, a caminho do trabalho, ouvi o condutor dizer que havia notícia de relatórios não confirmados de duas explosões no centro de londres.
não o percebi também quando esperámos tempos sem fim dentro do metro, sem muitas notícias depois dessa, gente apertada dentro e fora a tentar saber o que era, a palavra "terrorismo" na mente de tantos, a passar-me despercebida a mim que a não entendo, que me foge mesmo à compreensão, e depois não,
esses tantos a ligarem para quem fosse que soubesse um pouco mais, o boato de um problema eléctrico estar na origem das explosões a nascer, muita gente aparentemente a sair do metro e a entrar nos autocarros, a cidade apinhada de gente num despertar confuso e incompreensível.
não percebi também nessa altura, quando depois evacuaram o metro, nos evacuaram de um dia normal e nos deram assim à cidade numa rua que não conhecíamos mas que era o nosso apeadeiro da ameaça, o nosso refúgio do que não se sabe quando e onde atacará outra vez,
quando à toa andei por essa rua à procura de um café, as pessoas confusas, a correrem, a quererem chegar ao trabalho, a insistirem na normalidade de um stress que nada é face ao terror da impotência e do improvável.
nada, nem mesmo os directos na televisão do café onde me sentei, as imagens, a confirmação oficial do ataque terrorista na cidade que ainda ontem eu vira e sentira, de perto, comemorar a alegria de ser palco desses momentos que juntam povos e raças daqui a 6 anos,
nada me fez sentir que podia ter sido eu
ainda que mo fizesse pensar.
boom.
e 52 pessoas inocentes morreram.
e muitas, muitas mais ficaram inconsoladas para sempre.
...
inconsoláveis.

.....
...
.....
..
no dia a seguir aterrei em lisboa.
e apercebi-me.
a minha prima abraçou-me
e disse
"obrigada por estares aqui...
obrigada por estares aqui
depois do que aconteceu ontem."
...
..
e apercebi-me.
assim.
...
..
.
agora tento viver mais.
só isso:
mais.
"porque um só tempo é nosso.
e o tempo é hoje. "
...

quarta-feira, julho 05, 2006
'BORA LÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!!!!!!!!!

"Por que não pedir o Mundo?
Cinco, quatro, três, dois, …
Pois, não passámos do dois.
Mas deixemos os relatos infelizes para depois.
Estivemos quase,
mas quase não sei se chega.
Mandámos vir champagne e deu-se a tragédia grega.
Como é que se diz? Foi por um triz
que nós não pusemos os pontos nos is.
Nabice? Preguiça? Alguém faltou à missa?
Qualquer coisa lhes deu, não sei bem o que foi.
Sei é que fizemos um grande campeonato mas na final
não jogámos um boi.
Um boi?!
Foi ou não foi?
Corremos, marcámos, merecemos,
saltámos, sofremos e fizemos sofrer.
Fizemos o possível enquanto houve combustível
e metemos o que havia para meter.
Como é que uma equipa com talento, magia
e um futuro de que tanto se disse,
está disposta a deitar fora a energia
e se conforma em estar na história como "vice"?
Nada disso!
O tuga, que até hoje só provou que consegue ser segundo,
Vai, por isso, deixar de ser chouriço
e assumir o compromisso de ser campeão do mundo.
Corre mais, joga mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais
Há quem diga que Portugal não está em forma,
modesto por norma, faz-lhe falta um safanão
que nos faça de uma vez acreditar
que entre os que podem ganhar está a nossa selecção.
A fasquia está alta? Não faz mal, Portugal salta
com milhões a empurrar.
Até pode parecer louco, mas para nós segundo é pouco
E um louco não se deve contrariar.
Será demais pedir o mundo?
O que pedimos, no fundo, são ainda menos ais.
Porque todos se lembram do campeão
Mas não dos que são derrotados nas finais.
Ficar nos dois primeiros não tem mal nenhum,
É preciso é que fiquemos no número um.
Vamos apagar da história essa final de má memória
e vão ver que ninguém topa.
Porque eu posso estar errado, mas que eu saiba, em qualquer lado,
o melhor do mundo é o melhor da Europa.
Corre mais, joga mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais
Repete-se o refrão, a história é que não.
Marca mais, chuta mais
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais.
É o retrato de um país aplicado ao futebol.
Tem tudo o que é preciso, só perde por ser mole.
Toca a acordar, pessoal!
Queremos mais garra,
deixar de ficar felizes quando a bola vai à barra.
Vamos com tudo, meter o pé, chutar primeiro,
Que o último a chegar é calaceiro.
Ter medo deles? Isso era dantes!
Vamos embora encher de orgulho os emigrantes.
Sem esquecer que nas grandes emoções
quando grita um português, gritam logo 15 milhões.
Heróis de Berlim, nobre povo…
Não tinha graça cantar um hino novo?
Escrito pelo pé de artistas
que vão alargar as vistas à nação verde e vermelha.
Ficar em segundo? Nem morto!
Ganhar ou perder é desporto? 'Tá bem abelha!
Venha a Alemanha, o Brasil ou a Argentina
com cabelos de menina e cara de lobo mau,
se calham a apanhar-nos pela frente
e viram as costas à gente…
TAU!
Corre mais, joga mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais
Repete-se o refrão, a história é que não.
Marca mais, chuta mais
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais
Seja no chão, pelo ar, de cabeça ou calcanhar,
de tabela, nas laterais ou no miolo…
Vai Ronaldo, finta um , finta dois, pode remataaaar…
Golo!!!
(É esta a vantagem da ambição,
podes não chegar à lua, mas tiraste os pés do chão.) "
...
a caminho da lua.
porque somos
mesmo
especiais.
e merecemos
esta alegria
lacrimejante
contagiante
fortificante
que nos enche
nos consome
e nos faz sonhar.
terça-feira, junho 27, 2006
um dia destes...
sábado, junho 24, 2006
de assalto...
provei a escuridão da violência
perto.
soube a força guerreira, inalterável, amiga,
dentro.
como fora.
conheci mundos a que não chego.
...
e apesar de tudo
de assalto
não houve o medo.
porque a força de sermos um, ali.
...
.
em 14 anos de bairro alto, nunca fui assaltada.
nunca tive medo.
nunca fui intimidada por ameaças.
"e se?...."...
nunca.
eu não.
nunca presenciei um assalto.
e nunca
nunca
niguém
tinha tentado fazer mal a um amigo
assim
à minha frente.
não sei se os instintos são perigosos.
para mim depende.
do ponto de vista
e da vista geral.
eu sigo os meus
porque os não penso
sequer.
e o que me magoa mais não são os (pouquíssimos) arranhões que ficaram
ou o sujo do chão da rua em mim.
o que me dói mesmo
mesmo
são os olhos que olhei,
o dentro que não soube tocar,
que se escondia num longe
tão longe
que não vi caminho até ele.
e eu perguntava
"porquê?..."
e eles davam-me só o silêncio
a violência contra quem amo como a um irmão
a força sobre mim que me impediu tudo
e o quase vazio do olhar
aquele ser-se vivo de forma tão estrangeira a mim
como resposta.
e doeu-me o ataque
estúpido
a quem é dentro em mim.
e não percebo.
e confude-me.
e sinto-me ingénua
quase criança
perante a maldade do mundo
assim presente
tão perto.
mas.
by you.
sempre.
por isso no fim
no fim
sorri
até.
de amor.
pela beleza de nós.
por maior a tristeza
o vazio
da impotência doída.
...
marulho de nana às 15:57 6 ondas
búzio dentro da amizade
sábado, junho 17, 2006
quarta-feira, junho 14, 2006
" querida amiga,
seguro a tua mão desde o início de tudo. e não deixo, não largo.
mas não to fiz sentir – não me fiz sentido, também, então, mas disso te falarei à frente –, e por isso te peço desculpa. pela ausência física. das palavras que abraçam, porque nada mais posso deste longe de cá.
a verdade é que acontece, nisto de ser emigrante, nisto de estar-se vivo, ir-se, sentir que se vai, ao fundo. sem que às vezes se saiba do quê. sem que às vezes se perceba porquê. e a vontade de emergir é tanta que esperneamos, gritamos, esbracejamos, imploramos ajuda sem nunca o fazer. a cura está em nós, sabêmo-lo já, mas insistimos em esquecer-nos disso. como quem se esquece de nada. que nada. e vai ao fundo.
e é como se fôssemos tão tristes que nada pudéssemos levar a outros senão a nossa fraqueza. mais que tudo o mais, isso empurra-me, a mim, mais, para baixo. e esperneio. grito. esbracejo. como outros. sem os outros. porque sinto, sei, que não é este o meu lugar
dentro
e na vida.
e a cada dia que passa, a decepção de saber que estamos a falhar a quem precisa, a quem queremos tanto bem. a cada momento o sentir que numa qualquer palavra pode ser notada a nossa tristeza, o nosso fundo, que não deve, não pode, ser tocado por quem precisa de força.
e deixamo-nos ir, encurralados pelo que sentimos – o que conseguimos sentir... – , e o que queríamos
tanto
tanto
sentir.
abandonamos qualquer movimento:
agora não me mexo.
se é fundo é fundo, pronto, deixem-me.
agora vou ficar aqui.
mas a vida.
a vida tem esta coisa de querer ajudar-nos, e há anjos muitos (cada vez mais...) à nossa volta...
e, sem mover um músculo, ou pelo menos sem por isso fazer, damos por nós a ir ter à superfície, a boiar, a olhar o céu, ao colo do mar, e a sentir que, pelo menos, não estamos sós. por mais que. e tudo o resto.
não nos mexemos, quase, fracos ainda pelo susto e pela dor, mas somos já capazes de tentar um sorriso. por mais triste. por mais escondido, é um sorriso em paz, já.
connosco mesmos.
e há um dia, de repente, assim mesmo, de repente, mais ainda que o afundar, por uma coisa de nada, um telefonema, uma voz amiga, um jogo de futebol, um dia de calor, um sorriso desconhecido, qualquer nada que nos chega e nos faz voltar a nós, há um dia em que rimos como é nosso rir, e usamos a força que é nossa, que temos de volta, para nadar até à praia e abraçar quem precisa. para, assim, regressarmos a nós.
peço-te desculpa pela falta das palavras, do abraço.
porque sei
sei
que em alturas como tantas, qualquer sorriso, qualquer carinho, qualquer palavra, por mais triste, por mais fraca, é uma força, um pequenino consolo em nós.
peço-te que aceites esta escrita
- despida de tudo,
porque te devo a sinceridade desses momentos -
como um alongado, porque difícil, pedido de desculpas.
e um abraço, já na praia, com a força e o carinho do mar que consola. "














